sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Caveira, meu amor de verão

Às vezes um livro nos chama do além, das sombras ele nos captura, se enrosca nas nossas mãos e nos possui como o encosto exu caveira das macumbeiras pobres de porto alegre! Esse foi exatamente o caso de Pedro Páramo de Juan Rulfo na minha vida. Dormi as últimas noites sempre com um esqueleto ao meu lado, e esse livro me despertou ainda mais amor por ter sido meu companheiro de viagem pelo Rio de Janeiro, agora no início do mês, uma verdadeira expedição pela terra do descompromisso, da beleza, da alegria e da leveza!




A história ultra fragmentada é narrada no fluxo de um rio dos mortos mexicano! Em busca do pai abandonador, o protagonista vai ao interior do México e acaba em uma cidadela macabara, encantadora e de uma riqueza magnética inesquecível! Os diálogos e a narração dos acontecimentos são impregnados de charme e tem cheiro de natureza, cheiro bom de mato. Toda a hora o "vento" faz alguma coisa, ou a "lua" demonstra sua influência, também o "cavalo", as velhas fofoqueiras, é sério, uma coisa linda, o tipo de texto que mais me encanta!

Uma das frases mais geniais:

''É que alegria cansa."

Perversões diversas, amores puros, vingança, maldade, redenção, caixões vizinhos, masculinidade que transborda nas palavras.

Genial!


Festa dos Mortos Aí vou eu!

Nenhum comentário:

Postar um comentário